
"Que estranho, eu ia praticamente roubar um celular, ou por vítima do destino, ele foi colocado em minhas mãos. Minha carne materialista o queria, como lobos selvagens brigando pela carnificina de um animal morto.
A malícia existia em mim, porém, entendi surpreso, que ainda existia gente boa e honesta nesta vida. Eu estava tão surpreso com a honestidade, assim como, com que eu iria fazer, pela primeira vez estava envolvido numa missão: pegar algo que não era meu. Eu fiquei com medo... "
- [Antonio] Certo, qual o número do teu celular! Pra eu ligar pra tu e a gente marcar em um local pra eu pegar o celular.
- [Alguém] Certo, pega o meu número, é esse: 000075422.
- [Antonio] Tah, brigado, poxa é difícil hj né. Encontrar pessoas honestas como vc.
- [Alguém] Nada, Quando tu puder tu vem aqui pra pegar.
- [Antonio] Tah certo, blz, eu vou ver um dia na semana ai pra eu pegar ele, mt obrigado.
Eu tinha que dá um tempo pra pensar se valeria a pena mesmo, poderia ser um seqüestro, alguém com uma malícia superior a minha. Não podia arriscar, tinha que bolar um plano, e descobrir onde ficava o local, que eu nem sabia onde era.
Bolando o plano:
-- eu tinha que ir com alguém pra garantir alguma coisa.
-- e deveria ser em lugar público, para eu não correr riscos.
-- precisava está ligado em movimentos estranhos, uma emboscada, sei lá.
O bom é que a pessoa não me conhecia, então:
- [Antonio] Alô é o rapaz do celular.
- [Alguém] Ah sei Paulo, quando tu vai vim aqui buscar Paulo!
- [Antonio] Esse sábado agora, pode ser!
- [Alguém] sim, olha vou deixar ele com o meu marido, porque, trabalho à tarde, sou cabalereira.
- [Antonio] olha vcs são da igreja tbm é!
- [Alguém] Não, alguém de lá achou e nos entregou.
Poxa! Caramba!. Sei que nem todos que freqüentam reuniões são santos, mas, o risco poderia diminuir se eles fossem “crentes”.
- [Antonio] sei, vamos fazer o seguinte eu passo ai no teu salão pra pegar pode ser!
- [Alguém] tah bom, pode ser as 3:00 h!
- [Antonio] sim, eu estarei por ai entre 3:00 e 4:00h, porque, tenho que fazer uns trabalhos, mas eu vou sem falta.
- [Alguém] tah, ta bem, vou ficar esperando.
- [Antonio] tah certo mt obrigado novamente, até amanhã.
Eu não poderia marcar um horário certo, sei lá, não sabia quem era, só escutava uma voz de uma mulher.
Então, chamei um amigo destemido e fomos à busca de um celular, Sony Ericsson com blooth câmera e tudo mais.
Era 2:30 quando cheguei pra pegar o celular, ela tinha me dado o endereço e pontos de referencias, não foi difícil chegar. O problema era manter o controle, eu estava com medo, nervo e ansioso. Não tinha feito nada igual em minha vida, eu estava praticamente roubando. Mas a minha mente popular me tinha tido: achado não é roubado. Ai foi quando eu comecei a aliviar o meu pecado.
Ok, vamos olhar por um lado bom, ela tah sendo honesta, bom pra ela e quem perdeu o celular não tinha tanto cuidado assim com ele, portanto, não precisa.
Eu preciso mais.
Continua...