quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A luz e o fim do Túnel

A vida o tempo todo vem nos pregando peças, vem nos mostrando que os caminhos talvez não sejam tão espaçosos.

Todas as incertezas: os dias de risos, os dias de conflitos, as penalidades, os desafios.

Parece que a estrada de paralelepípedos que se aproxima fica mais pesada e logo vem o cansaço e a dor.
Ai é quando você observa ao seu redor e logo vem a penumbra.
Mas eis que um feixe de luz aparece dizendo que logo à frente a esperança quer dizer algo.
Assim ela faz o seu último desejo:
- Eis me aqui pobre homem, pode o chão está cheio de trevas, mas serás tu que decidirás sobre a tua vida.

- Ela está pesada?
- Sim!
- Pois bem, estes teus pensamentos não te levarão a nada.
- Apenas você sabe o quanto está sendo difícil caminhar, suporte mais um pouco, somente mais um suspiro.
- Você crê?
- Sim.
- Pois bem, levanta-te e dê dois passos que logo a frente haverá um túnel.
- Nele encontrarás a tua fé, regenerarás todas as tuas forças e mais uma vez o teu lindo sorriso aparecerá como belas nuvens.



Antônio Henrique

sábado, 24 de dezembro de 2011

Todo um ano de luta passou e o que há pela frente?

No mundo animal a vida pode ter um simplificado básico: a luta ou sobrevivência contra a morte.
Apesar de termos evoluído muito com o tempo, ao ponto de estudarmos a nós mesmos, não somos muito diferentes de outros seres aos quais denominamos de irracionais.
Por exemplo, quando ficamos muito tempo em pé sentimos uma dor na coluna cervical, talvez seja um retrato da vida antiga em que caminhávamos possivelmente como primatas, o que não significa dizer que viemos do macaco.


Mais um ano de luta se passou, tudo bem! E agora é natal.
O mesmo chega pra dar aquele animo especial, aquela esperança de que tudo vai dar certo, o que de tudo há de melhorar, ou seja, o que vinhe pela frente é a semelhança dos dias melhores.

Todos nós nos perguntamos e por que não acreditar nisso?
Enfeitamos nossas casas e construímos as nossas esperanças, através de luzes ou de uma árvore.


Devemos, pois, se um servo depois de horas de fuga conseguiu se livrar ou superar a sede e fome de um leão e tocar a vida dele, por que nós, sábios não faremos o mesmo?
O natal é sem dúvida a festa mais linda, e pode representar claramente a esperança, o desapego ao material, à família, a mudança, em fim, a certeza de dias melhores.


Um feliz natal para todos e que este estado de espírito jamais desapareça da nossa existência...
Quer saber o que há pela frente?
A tua vida, a tua riqueza.

“Antônio Henrique”

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Formas de encarar um problema

Existem coisas, que todo santo dia, se tornam mais reais, o fato de:

- A vida passar a ser uma cena de momentos felizes.
- Talvez a luta diária ou fardo esteja superando os nossos ganhos.
- Talvez a forma de amizade verdadeira esteja ficando difícil.
- A trindade na forma de pai, mãe e filho se extinguindo  


Existem tantas coisas a se pensar e questionar, Não! Espere um pouco.
Isto está certo?
Bom!
Sabemos que a vida é feita de altos e baixos inevitavelmente.
A questão é:
“Como encarar as dificuldades reais. Como encarar estes problemas.”

 1 – Enfrentá-lo – É a melhor escolha, no entanto, é preciso estar preparado para as mudanças, para o novo, preparado para perdoar, pra suar a camisa e deixar coisas pra traz. É preciso saber que estará sujeito ao caminho estreito, ao fardo. O enfrentamento em si, não é papel fácil.
O prêmio? Sim!
A mudança, o sorriso no rosto, a alegria de ter conseguido o que parecia impossível. O teu auge. A tua liberdade, A tua glória.
  2  – Fugir dele – É o segundo melhor caminho se não estiver preparado para a superação, se não estiver preparado psicologicamente, não adianta tentar enxugar a areia da praia.
   3   – Esquecê-lo – É o terceiro percurso e o mais longo. Se não consegue fugir, tente esquecer, neste caso, a superação está um pouco distante. Estará dando apenas um tempo pra si. Irar aliviar. E quem sabe chegará ao número 1.
Antônio Henrique

sábado, 10 de setembro de 2011

O que faço eu professor?

O que faço eu professor se as condições de trabalho não permitem?
Cada dia mais mulheres se tornam independentes e acabam por preencher lugares que os homens estão perdendo.
Cada vez mais nossas crianças perdem o cuidado maternal e com força do capitalismo, a partir dos 11 anos já começam a ter uma vida “sozinha”.
Nossas crianças são jogadas no universo solitário bem mais cedo do que podiam, são jogadas responsabilidades em suas costas que ainda não estão prontas pra segurar.
São jogadas no mundo solitário da internet.
São jogadas no mundo solitário da sexualidade.
Cada tempo percorrido, nossas crianças perdem o jeito de criança.
Obrigadas a viverem sozinhas e, na maioria das vezes, sem pai ou sem mãe, seja por motivos de separação ou dinheiro, ficam a deriva.
A educação doméstica é palavra quase propriamente dita extinta.
Assim como a palavra sustentabilidade é moderna.
Onde nossas crianças irão buscar a educação primordial?
- Em redes sociais online: Orkut, MSN, facebooks e twitters?
- Na escola?
- Na rua?
- Em festas?
A sala de aula em dias como esses não é tarefa nada fácil:
O sistema é o seguinte:
As maiorias dos pais colocam os seus filhos nas escolas e pronto, dever cumprido.
A escola acolhe os seus filhos e os empurram de ano em ano e fazem a sua parte.
E por traz de tudo isso existe pessoas que se beneficiam de maneira covarde através da situação inescrupulosa.
Nas escolas públicas o professor finge que ensina e o aluno que aprenda e o analfabetismo não é levado em conta.
Nas particulares não é muito diferente.
A maioria desses pais, ou talvez até, o todo da sociedade, não crêem mais na educação.
E o pior de tudo, é que podem estar certos.


A situação da maioria das escolas particulares e de bairro é a seguinte:
A mãe não paga a escola por não acreditar na educação ou por ter renda baixa, o professor trabalha assim mesmo, o quadro hierárquico superior recebe a quantia que os adimplentes pagam e o professor ou “sofressor” espera. E que sirva o ditado pra ele: “A corda arrebenta por o lado mais fraco”.
Na maioria das escolas privadas o aluno não é reprovado, ou melhor, não pode ser.
O aluno está certo porque paga a escola, o aluno é o cliente, o professor um vendedor ambulante de verduras numa feira interminável de falta de educação doméstica.
Quando tenta dar aula é calado pela multidão de alunos por m2. 40 numa sala, onde o permitido é 25.
E pra piorar o professor tem que escutar os ditos populares:
- Pra que estudar professor se tem o Google?
- Professor aqui ninguém reprova não.
- Professor essa escola não tem estrutura, nem sala de informática.

É proibido ao professor:
- Por o aluno para fora da sala de aula (detalhe: se dispondo com o mesmo possivelmente terá conflitos com aquela mãe ausente que paga a escola e que acha que a mesma deve resolver tudo).
- Reprovar o aluno (Detalhe: se o professor reprova, o aluno sairá da escola, portanto, prejuízo ao dono, resultado: o professor fica sobre quarentena).
- Se pronunciar, pois por todos os motivos, ângulos, lados ou dimensões nunca está certo.
- Inovar (Detalhe: que o novo seja bastante original caso o faço, pois, o sistema é uma bola de ferro de chumbo de 400 Toneladas).
- etc.


O professor espera em dias melhores.
O professor espera crianças melhores.
O professor espera um piso salarial melhor.
O professor pergunta a si próprio? Vale à pena?
O que faço eu professor se as condições de trabalho não permitem?
Abandono a profissão e os anos de estudo e vou me aventurar em outra coisa?
E as contas, e a família e a minha vida?
E meu pensamento, os meus critérios, os meus ideais, irão se desintegrar como a mentira da maioria dos políticos.
E o meu papel na sociedade de formar cidadãos.
O que faço eu professor?
Aqui fica uma possível palavra “profética”:

“Haverá dias em que um professor numa sala de aula será como ver uma flor no deserto”

Antônio Henrique

sábado, 3 de setembro de 2011

Os que se vão

Os que se vão pra nunca mais voltar
Eis que o passado é único.
Eu me lembro daqueles tempos de quando tentávamos ser amigos.
Meio desconcertados, tímidos, procurando achar uma brecha pra deixar uma ideia.
Aquela que consiste permanentemente em cavar um coleguismo.
Droga! Jamais imaginávamos o que viria pela frente.


Mas tudo bem, nós tentamos, fomos heróis.
Tentamos nos aproximar, mas mesmo assim, no fundo do calabouço nós chegamos.
Chegou a hora que tivemos que nos separar, tudo se foi, todo o brilho toda a cor, todo mundo.
O tempo todo, nada será mais igual mesmo.


Lembro dos grandes momentos, do contato humano e quando a gente ria a vida permanecia ali.
Um momento único da vida.
Eis um membro que se foi.




Não haverá mais retratos.
Eles se foram também e pra nunca mais voltar.
A memória é a única coisa que subsistirá em nossos corações.
Apenas a memória.
E que a lembrança conviva conosco.
A lembrança de quando éramos felizes.
Toda a lembrança boa da vida.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Em busca da felicidade




Lembro-me de um dia desses ter visto um cão sarnento rasgando um lixo para assaciar a sua primeira necessidade básica: A fome, diferentemente da vontade de comer.

A vida que procura vida em meio ao lixo.
A vida que sofre com as dores provenientes de alimentos estragados.
O frio que o atinge, que o aflinge, o abandono.

Mas ele persevera.
Na verdade a única coisa que deseja é não sentir mais dor.
E é naquele local onde os vendedores cortam a carne do boi para a venda que está o seu abrigo na noite.
E sozinho mais uma vez ele dorme na esperança de um novo lixo.



Quer saber o que ele tem de melhor? É justamente não saber que é homem.



Quantos são os homens que agüentariam a solidão, a fome, a sede, o frio, o abandono, o descaso, a doença e a agonia?
E se racionalizarmos, quantas são as pessoas que vivem nestas condições?
O cão não sabe o que a ele acontece.
As pessoas sim.
Ai é quando surgem nos homens os sentimentos mais frágeis:
A angústia, a tristeza, a depressão, a vontade de não viver, a vontade de não querer, o desânimo, o tédio.


Consequentemente chega:
A ansiedade generalizada, as síndromes e os transtornos.

Ai é quando você procura um remédio que te traga alegria, felicidade.
Uns bebem para esquecer-se da realidade.
Bebem até cair, talvez seja pra aliviar a dor, tornando-se cãos.
Outros caem do abismo.
E a maioria entra num sem fim.

Sim é verdade, os altos e baixos da vida sempre estarão em nossas estradas.

E o que iremos fazer?

Nós não somos culpados dos baixos, porque são inevitáveis.
A morte de um parente, o final de um relacionamento, a falta de oportunidade, o não reconhecimento, a falta de humanidade, de honestidade.
E muito menos culpados de procurar um melhor caminho, de procura um momento feliz, ou seja, de ir em busca da felicidade.
A esperança em dias melhores faz parte de um sentido de vida.

Uma vez um sábio homem disse:
“vivereis homens todo o teu presente possível e permitirás que apenas o futuro se preocupe com ele”
(...)


Antônio Henrique

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A prisão sem muros


A pior coisa é ver as várias faces da vida passando sobre ti como uma sombra e não poder fazer nada.
A estática ficou sendo o teu ponto de equilíbrio ou de perigo.
Ai é quando você começa a contar: um, dois, três, quatro e quantas são as possibilidades de felicidade.
Não dá, não posso, poderia até conseguir, mas não é a hora, não é o momento, não é cabível.

Quanta injustiça homem, logo tu que lutaste tanto pra ser feliz e fazer os outros?
Por que tantas provações e tribulações na tua vida.
É! Talvez seja por que em tempos passados fizesses escolhas erradas, apostasses em quem não devia, foi a tua maior perda, o teu pior investimento, a tua pior decepção, a tua ingenuidade.
Homem por que a culpa, nem ao menos sabias?
O que tu tens agora?
Um trem com destino duvidoso, um vinho barato e solitário aos domingos, uma velha bicicleta?








Levanta-te, toma coragem, sabemos que não tem sido fácil ultimamente.
Nós todos sabemos dos teus esforços das tuas conquistas.
Nós todos sabemos das tuas limitações.
Onde está a tua paixão, onde estão os teus amigos agora?
Ficaram aprisionados?
Não vais fazer nada?
E as pessoas que dependem de ti?
E os vários sorrisos que fizestes.
E as lembranças e os bons dias.
E as várias vidas que marcastes.
Não é hora de perder a identidade, não é hora de se acovardar diante das dificuldades.
Olha! Ouviste falar daquela flor no deserto que sedenta de água, de vida, sustenta-se em meio ao sol?
Sai dessa prisão homem mesmo que ela não tenha muros.


Antônio Henrique